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Brasil atrai atenção com potencial solar

O mercado de energia solar fotovoltaica ainda está começando aqui no Brasil, mas a expectativa de especialistas é bastante otimista. O país tem tudo para ser um grande gerador de energia proveniente do sol. Não à toa, aconteceu nesta semana e Intersolar South America, a feira e conferência internacional da América do Sul no setor.Segundo Rodolfo Meyer, CEO e fundador do Portal Solar, que esteve presente no evento, o mercado brasileiro no setor ainda está engatinhando. “Devemos ter atingido, aqui, nem 1% da capacidade que temos, mas já é um mercado que cresce 300% ao ano, atrai muito investidor, muitas empresas internacionais e gera muitos empregos. São mais de 70 mil empregos gerados diretamente pela energia solar”.E neste ano a Intersolar South America mostrou um pouco deste sucesso em números: foram a mais de 25 mil visitantes de 39 países e aproximadamente 341 expositoras. Para o futuro, o setor ainda promete surpreender ainda mais. “Nossa perspectiva é otimista. Eu acho que a energia solar se torna cada vez mais popular. Em questão de dois ou três anos isso deve ser totalmente comoditilizado e vai ser de fácil acesso à população como um todo”.
De olho neste vasto crescimento, empresas internacionais têm cada vez mais estreitado laços com o Brasil. Na feira e no Congresso, instituições de vários países mostraram que o interesse pelo mercado brasileiro é real. O evento contou com a Sices, que é uma empresa italiana de 40 anos de tradição, mas que opera no Brasil há 6 anos, e fornece, mais do que equipamentos, soluções para o mercado de energia solar. O responsável pelo marketing da América Latina da empresa, Gabriel Terçarolli, falou com exclusividade para a stoiximan.gr e disse que o mercado no Brasil está em plena expansão, sendo a nova “febre do ouro”. “A expectativa é ótima para quem quer investir”, completa.Já a Fronius é uma empresa austríaca que está no Brasil desde 2003 e desde 2012 atua no setor solar fotovoltaico. “Nossa expectativa para os próximos anos é de que o mercado continue no crescimento bastante acelerado. O Brasil começou mais tarde e, exatamente por este motivo, é que o mercado tem crescido além da média mundial”, afirma Alexandre Borin, gerente comercial da unidade de energia solar da Fronius. Além disso, ele ressalta o potencial do país em relação ao nível de sol.A CanadianSolar, como o próprio nome já indica, é canadense e nasceu em 2001, em Ontario. Até o momento, ela está entre as mais importantes empresas de energia solar fotovoltaica no mundo todo. “O mercado brasileiro está em gestação quando comparado com o mundo. Ele está crescendo exponencialmente, a expectativa é fechar esse ano, aproximadamente, três ou quatro gigawatts de potência instalada, na geração distribuída no Brasil”, afirma Robson Câmara, treinador técnico da Canadian. E a tendência é esse crescimento se multiplicar ainda mais nos próximos anos, segundo o especialista.Charles Gonçalves Bispo estava representando a Engiecomo gerente regional, responsável pelo Centro-oeste e Norte do país. Apesar de não ser brasileira, e sim francesa, a empresa está atuando aqui há 20 anos. “É um mercado ainda em ascensão, não é um mercado formatado ainda. Ou seja, algumas transformações podem acontecer nos próximos anos. Estamos passando por uma nova regulamentação e ninguém sabe o que vai acontecer. Existem muitas oportunidades, mas as grandes empresas estão preparadas para qualquer cenário que vier. Serão muitos desafios e vantagens para quem ficar. A expectativa é extremamente positiva”.Intersolar South America No ano passado, o evento recebeu mais de 20 mil visitantes e mais de 1500 congressistas. E esse número cresceu ainda mais. Quem falou mais sobre o evento com exclusividade para a stoiximan.gr foi a gerente de projetos Gioia Müller-Russo, da Solar Promotion, que exaltou o trabalho em equipe da The SmarterE com a Aranda Eventos, responsável pela feira e congresso aqui no país.“Como empresa alemã, com experiência global, é importante um parceiro nacional que tenha o know-how de como o mercado funciona. Por isso, estamos muito orgulhosos com a colaboração com a Aranda há tantos anos, são sete anos agora”, afirma.Na Alemanha, Gioia conta que a Intersolar começou como uma pequena conferência e hoje está espalhada pelo mundo – ela acontece, na próxima semana, no México pela primeira vez. Ela ainda diz que o evento é extremamente importante para o desenvolvimento do mercado, que tem um potencial muito grande para crescer.

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Setor fotovoltaico é bastante promissor

O setor fotovoltaico ainda é bastante jovem no Brasil, mas promete crescer, e muito, nos próximos anos. E a Intersolar South America têm acompanhado os avanços dessa área de perto. Neste ano, com cerca de 260 expositores, a feira, que é a maior da região, apresentou o que há de mais inovador.No congresso, que aconteceu em paralelo com a feira, Rodrigo Sauaia, presidente e CEO da ABSOLAR, esclareceu os principais pontos do setor solar fotovoltaico e estabeleceu um histórico da energia. “Quando olhamos para o Brasil, a [energia] solar fotovoltaica começou a se desenvolver a partir, em especial, de 2012. Isso do ponto de vista regulatório. Mas quando olhamos os números de mercado, a gente precisa entender com um olhar um pouco mais crítico onde estão estes dados”, afirma Sauaia.O CEO da ABSOLAR afirma que em 2010 começou a estruturação de um modelo para que os consumidores pudessem gerar a sua energia elétrica nas suas próprias residências, comércios, indústrias e prédios públicos. Esse processo culminou na resolução normativa 482, que foi aprimorada a partir de 2015 com a resolução 687. Foi então que o mercado começou a andar.Em 2016, o Brasil tinha em solar fotovoltaica menos de 100 megawatts, estando na faixa de 80 a 90 megawatts. Até então, o setor representava 0,1% da matriz elétrica brasileira. Em 2017, um marco: o primeiro gigawatt de energia solar. Daí por diante, a velocidade não parou de acelerar e em 2018 o setor teve o segundo gigawatt. E agora em 2019, o terceiro gigawatt, incluindo centralizada e distribuída.Com o nítido crescimento, a vinda de fabricantes internacionais para o mercado brasileiro foi inevitável. Hoje, são mais de 40 fabricantes, de inversores, rastreadores solares, estruturas, materiais elétricos e, agora, chegando às baterias, que prometem revolucionar mais ainda o setor.Próximos passosSauaia afirma que agora é muito importante o engajamento mais ativo do legislativo, que ainda trabalha de forma muito “pulverizada no que diz respeito à energia solar fotovoltaica”.“Nos últimos anos, foram muitos projetos de leis com boas intenções, mas com pouco conhecimento técnico-específico do setor, com pouco conhecimento mercadológico e das características que essa tecnologia tem. Há aí, portanto, um espaço para educação e engajamento do legislativo junto ao Congresso Nacional, Câmara, Senado e também junto às assembleias e Câmaras Municipais para que eles façam o seu trabalho também. Isso nos outros países do mundo acontece com muita normalidade”, completa Sauaia.Hoje tem acontecido uma abertura importante de mercados, com consumidores de olho nesse tipo de energia. Isso principalmente com o aumento do nível de consciência em relação aos custos e impactos de sua energia elétrica.“Nosso prognostico é de que o governo, inclusive neste ano, reavalie o seu planejamento, incorporando os números bastante competitivos que a solar fotovoltaica demonstrou ao longo dos últimos leilões”.ComparaçãoRodrigo Sauaia exalta a enorme capacidade brasileira em gerar energia solar. “Quando olhamos para o potencial que poderíamos ter se aproveitássemos todos os rios, todo o vento disponível e todo o sol, do ponto de vista de recursos hídricos, nosso potencial está na faixa de 172 gigawatts, com aproximadamente um terço na região amazônica, onde há uma série de desafios para desenvolver parte deste potencial. Quanto ao potencial eólico, temos 440 gigawatts de energia ao redor de todo o Brasil, em especial na região Nordeste e Sul. Quando olhamos para a solar fotovoltaica, o número é de cair o queixo: estamos falando em 27.500 gigawatts”. E só nos telhados das residências, seria um potencial de 164 gigawatts.Quando comparamos a solar fotovoltaica com as outras fontes de energias, renováveis e fósseis, o potencial é maior do que a somatória de todas as demais fontes. Sauaia lembra, no entanto, que é necessário sempre diversificar as formas de gerar a energia. Mas não há como negar o papel estratégico que a solar fotovoltaica tem para o Brasil, unindo geração de empregos empregos, sustentabilidade e um baixo custo e alto desempenho.

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Evento estimula a energia solar no Brasil

A China Renewable Energy Society vai realizar na semana que vem, na segunda-feira (26) o Fórum Internacional Fotovoltaico Brasil-China 2019. O evento tem o objetivo de desenvolver de forma saudável e sustentável a energia solar. A ideia é também impulsionar a diminuição da emissão de poluentes e estimular o crescimento econômico. O evento contará com a presença do Ministério de Minas e Energia (MME), do Ministério da Economia (MDIC), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Annel), além de instituições financeiras, distribuidoras e instaladoras solares do Brasil, consumidores de energia solar nos países latino americanos e fabricantes e integradores de sistemas fotovoltaicos. A reunião vai ter como foco as áreas de estudo e pesquisa da tecnologia, no projeto-piloto, no reconhecimento mútuo das normas e no treinamento pessoal. Tudo isso a fim de promover a cooperação internacional entre a China e o Brasil no setor de energia solar. Vale lembrar que a China tem como setor estratégico a energia solar, já que o país conta com uma cadeia industrial completa. O país asiático é o primeiro do mundo na produção, utilização e no mercado de produtos fotovoltaicos da elergia solar.A experiência da grande potência pode ser aproveitada por países da América Latina, como o Brasil. Também na semana que vem, entre os dias 27 e 29 de agosto, acontece outro evento importante para o setor de energia solar: A Intersolar South America.

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Incentivo à geração de energia solar

Aconteceu nesta semana o 2° Seminário Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica em Prédios Públicos do Estado de São Paulo. Promovido pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente de São Paulo, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Consórcio Nippon Koei LAC-Cobrape, o evento contou com debates sobre iniciativas para impulsionar a geração de energia renovável. “Atualmente, existem 51 projetos de energia solar licenciados pela Cetesb com uma potência de 2 GW, que receberam R$ 3,8 bi de investimentos. Temos uma oportunidade única para discutir a descentralização e as demandas do setor”, comentou a diretora-presidente da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, Patrícia Iglecias.O objetivo é que as mais de 12 mil edificações do Estado apontadas pelo estudo sejam abastecidas por energia solar. O uso desse tipo de geração promove o conceito de cidades sustentáveis e inteligentes, e de quebra pode gerar uma economia de R$ 12,5 milhões por mês aos cofres públicos.O evento faz parte do Convênio de Cooperação Técnica entre a Secretaria e o BID firmado para desenvolver, demonstrar e impulsionar a geração distribuída com energia renovável através do uso de energia solar fotovoltaica. O objetivo é gerar eletricidade e reduzir os custos nas contas de energia elétrica.“É o momento de fortalecer a energia fotovoltaica na matriz energética paulista e o Estado precisa dar o exemplo”, afirmou o Secretário Marcos Penido.Nessa edição do seminário foram apresentados os resultados obtidos até o momento pela consultoria contratada, o Consórcio Nippon-Cobrape, denominado “Apoio ao Governo do Estado de São Paulo no desenvolvimento de conhecimento, informações e ferramentas para disseminar o uso de sistemas de energia solar fotovoltaica em edifícios públicos no Estado”.“São Paulo guia o desenvolvimento do Brasil, da América Latina e pode ser exemplo, por isso escolhemos o Estado”, disse o especialista em Energia do BID, Arturo Alarcón.No ano passado foi regulamentada em São Paulo a norma que isenta a cobrança de ICMS de equipamentos e componentes utilizados para a geração de energia fotovoltaica destinada ao atendimento de consumo de prédios públicos. Segundo o secretário da Fazenda do Estado na época, Helcio Tokeshi, a medida incentiva a fabricação dos componentes, bem como sua utilização por órgão públicos, sejam eles escolas, hospitais, universidades e até mesmo presídios.Estão na lista peças, estruturas de suporte, cabos elétricos, disjuntores, transformadores, inversores, conversores, quadros de comando e seguidores solares tipo “tracker” utilizados na montagem dos sistemas.

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Painéis fotovoltaicos flutuantes são ainda mais eficientes

Mais um passo rumo à energia limpa e renovável: o governo federal inaugurou neste mês a primeira etapa da usina solar fotovoltaica flutuante. Ela transformará a luz solar em energia elétrica e foi instalada na Usina Hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia. O empreendimento aproveita a área represada do Rio São Francisco e tem capacidade de gerar 1 megawatt-pico (MWp) de energia.E a ideia é ampliar essa experiência. Instalar painéis solares em espelhos d’água atrairiam investimentos privados e promoveriam leilões de geração de energia renovável na área de transposição do Rio São Francisco.Segundo os ministérios de Minas e Energia e do Desenvolvimento Regional, seria possível garantir recursos para o bombeamento das águas do rio, que hoje custam R$ 300 milhões por ano.“Esse solo escaldante e esse calor abundante é o que vão gerar energia para que os motores funcionem e irriguem o nosso sertão de verdade”, disse o presidente Jair Boslonaro, durante a inauguração da usina da Companhia Hidrelétrica do São Francisco. “Essa nova forma de buscar energia com placas fotovoltaicas em cima de um lago como esse aqui é bem-vindo ao Brasil”, completou.O uso de placas solares flutuantes traz vários benefícios. Entre eles, a redução da evaporação da água e a possibilidade de utilizar áreas não ocupadas, não havendo necessidade de desapropriação de terras.Para a construção da usina, foram avaliados a radiação solar incidente no local; a produção e transporte de energia; a instalação e fixação no fundo dos reservatórios; a complementariedade da energia gerada; e o escoamento desta energia.Segundo Rodrigo Sauaia, diretor executivo da Associação Brasileira da Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a energia solar pode ser um complemento a outras fontes de eletricidade exatamente por isso. Placas flutuantes podem gerar energia nas superfícies de represas das hidrelétricas. Ou seja, a mesma estrutura já serve para uma segunda e simultânea geração. “Quando há mais abundância de água, prece a geração hidrelétrica. Quando há estiagem, há mais sol, existe mais potencial de geração complementar por energia solar”, afirma Sauaia.EstudosSegundo estudos feitos em usinas solares flutuantes da Europa e Ásia, locais onde o nível de irradiação é bem menor do que no território brasileiro, a tecnologia gera aproximadamente 14% a mais de eletricidade do que o sistema em terra ou no telhado.A pesquisa, realizada pela fabricante francesa Ciel & Terre International, detentora do Hidrélio®, tecnologia aplicada de estruturas plásticas flutuantes e utilizada em mais 60 usinas no mundo, apontou que o aumento de geração de energia se deve em função do resfriamento da temperatura dos painéis fotovoltaicos instalados sobre a água.

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Fonte solar fotovoltaica avança no país

A fonte solar fotovoltaica lidera o segmento de microgeração e minigeração distribuída, com mais de 99,7% das instalações do Brasil. Essa forma de geração é baseada na conversão da radiação solar em energia elétrica, sendo renovável, limpa e sustentável.Esse tipo de geração traz diversos benefícios ao progresso do país, como a redução dos gastos com energia elétrica, atração de investimentos, geração de empregos locais, redução de impactos ao meio ambiente, redução de perdas elétricas na rede nacional, postergação de investimentos em transmissão e distribuição e alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda pela manhã.NúmerosOs consumidores residenciais estão no topo da lista em número de sistema instalados, representando quase 74% do total. Em seguida, vêm as empresas dos setores de comércio e serviços, com cerca de 17%, consumidores rurais, com 5,5%, indústrias, com quase 3%, e poder público, com 0,6%. Já se considerada a potência instalada, quem lidera são os consumidores dos setores de comércio e serviços, com 41%, seguidos de perto pelos consumidores residenciais, com 36%. Hoje, de acordo com a ABSOLAR, o Brasil possui 93.597 sistemas solares fotovoltaicos conectados, que trazem economia e sustentabilidade a mais de 110 mil unidades consumidoras. Isso quer dizer mais de R$ 5,6 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, que se distribuem por todas as regiões do país. Para monitorar mais de parto o avanço dessa tecnologia pelo Brasil, a ABSOLAR criou o Ranking Nacional Solar Fotovoltaico, para comparar as potências instaladas em cada unidade da Federação. Segundo o medidor, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e São Paulo continuam ocupando as primeiras posições.AvançosA redução do custo da tecnologia fotovoltaica desde 2010 e o aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros vêm incentivando mais e mais este setor. Para Rodrigo Sauaia, CEO da ABSOLAR, “o Brasil precisa ter uma política de Estado, com marco legal e regulatório estáveis, para ampliar o acesso da população, das empresas e os governos a esta tecnologia estratégica para a redução de custos com sustentabilidade”. Para o especialista, este é o começo de uma brilhante trajetória rumo à democratização do acesso à energia elétrica limpa e renovável.

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